Fevereiro Roxo: “Se não houver cura que, no mínimo, haja conforto”

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29 de janeiro de 2019

Fevereiro Roxo: “Se não houver cura que, no mínimo, haja conforto”

Inicia-se um novo mês e com ele uma nova campanha de saúde: Fevereiro Roxo. O objetivo da ação é conscientizar a população sobre três diferentes doenças: Fibromialgia, que acomete, no Brasil, até 5% da população; Lúpus – que atinge cerca de 65 mil pessoas e Alzheimer, registrado 1,2 milhão de casos.

As doenças representadas pela campanha são bem diferentes, mas possuem em comum o fato de serem patologias que não possuem cura. Por isso, o Fevereiro Roxo é o mês de conscientização para incentivar o diagnóstico precoce, a fim de controlar e/ou retardar os sintomas dessas enfermidades. O objetivo é permitir que os portadores de Fibromialgia, Lúpus e Alzheimer tenham uma maior qualidade de vida, mesmo convivendo com alguma dessas condições.

Sintomas da Fibromialgia, Lúpus e Alzheimer

As medidas de conscientização são importantes, porque todas as três enfermidades apresentam sintomas iniciais que são relativamente inofensivos. O problema é, ainda, maior com a Fibromialgia – uma das principais patologias reumáticas – pois o diagnóstico é bastante complexo e os médicos encontram dificuldade para identificar a doença.

Normalmente, os sintomas são dores no corpo, em articulações, músculos, tendões, entre outros. Ainda assim, para ser considerada fibromialgia o paciente deve apresentar dor generalizada por mais de três meses e sensibilidade entre 11 e/ou 18 pontos pressionados durante a consulta, conhecidos como “pontos dolorosos.” Além da dor, ocorrem sintomas como fadiga, sono não reparador (a pessoa acorda com a sensação de que não dormiu), problemas de memória, concentração, ansiedade, formigamentos, depressão, dores de cabeça, tontura e alterações intestinais.

Quanto ao Lúpus, os sinais mais comuns são: lesões na pele; dor nas articulações; inflamação nos rins e alterações sanguíneas. Os sintomas podem surgir em diversos órgãos de forma lenta e progressiva – em meses – ou mais rapidamente – em semanas – e variam com fases de atividade e de remissão.

A doença de Alzheimer é neurodegenerativa e os principais sintomas são a falta de coerência na fala e a perda de memória recente. O portador pode lembrar com precisão de fatos de anos atrás, mas esquecer de ações simples e recentes.

A campanha é importante porque, além de dar visibilidade as patologias e aos seus sintomas, incentiva que aqueles que suspeitam de algum problema procurem por um médico, afinal, entender as questões relacionadas a doenças graves é fundamental para cuidar da sua saúde.

Conheça mais sobre as doenças

Fibromialgia

A fibromialgia é uma síndrome de dor crônica generalizada e acomete até 5% da população, atingindo principalmente as mulheres na idade adulta, porém, os homens, idosos e jovens podem ser afetados também. Embora ainda não tenha sido descoberta a cura para a enfermidade, algumas pessoas apresentam melhoras com o tempo e, em alguns casos, os sintomas retrocedem quase 100%. Um dos melhores tratamentos para controlar a patologia é a atividade física. Há evidência científica de que essa prática causa grande impacto na melhora da dor, humor e na qualidade de vida da pessoa diagnosticada com fibromialgia.

Lúpus

O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES ou apenas Lúpus) é uma doença inflamatória crônica de origem autoimune e pode afetar pessoas de qualquer idade, raça e sexo, porém, as mulheres são muito mais acometidas. A doença surge entre os 20 e 45 anos, sendo um pouco mais frequente em pessoas mestiças e afrodescendentes.

No Brasil, a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) estima que haja cerca de 65 mil pessoas com lúpus, sendo que 90% dos casos são mulheres. Acredita-se que uma em cada 1.700 mulheres brasileiras tenham a doença. Apesar de não ter cura, o lúpus pode ser controlado com uso de remédios que ajudam a diminuir a ação do sistema imune.

Mal de Alzheimer

É uma enfermidade incurável que se agrava ao longo do tempo, mas pode ser controlada. A maioria dos portadores são pessoas idosas. O Mal de Alzheimer se apresenta como demência – principal causa – e/ou perda de funções cognitivas (memória, orientação, atenção e linguagem), devido a morte das células cerebrais que, consequentemente, reduz a capacidade de realizar tarefas simples, interferindo no comportamento e na personalidade. Quando diagnosticada no início, é possível retardar o seu avanço e ter mais controle sobre os sintomas, garantindo, assim, melhor qualidade de vida ao portador e a família.

Segundo a Associação Brasileira de Alzheimer, estima-se que existam no mundo cerca de 35,6 milhões de pessoas com Alzheimer. No Brasil, há cerca de 1,2 milhão de casos – a maior parte deles ainda sem diagnóstico.

Fonte: Conectando Pessoas

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